Dez prioridades para superar a crise

De Volta aos Fundamentos

 Desaceleração forçada pela crise é ensejo para construtoras e incorporadoras retomarem práticas esquecidas na euforia do boom.

Opiniões para todos os gostos já foram manifestadas a respeito da crise financeira no mundo, vozes previsíveis e esdrúxulas, catastróficas e otimistas. Em meio a essa torrente discursiva, se destaca o argumento segundo o qual momentos de dificuldade econômica são, paradoxalmente, bastante propícios ao crescimento e desenvolvimento de empresas. Entre absorver o desespero ou apostar no otimismo construtivo, a segunda alternativa sem dúvida soa mais interessante.

 Na construção civil, a face positiva de um cenário como o atual, de desaceleração no ritmo das atividades, está ligada a uma ideia-base de busca por eficiência: é a oportunidade para construtoras e incorporadoras retomarem fundamentos negligenciados no período de euforia do mercado, quando os recursos eram abundantes e os prazos escassos. Embora sejam raros os que reconhecem abertamente, é sabido que houve descuidos em vários aspectos, desde o relaxamento com despesas administrativas a descuidos em canteiro.

 Neste pacote especial de reportagens, Construção Mercado selecionou dez áreas estratégicas para o setor e apurou o que as empresas podem fazer para otimizar seu desempenho, reavendo práticas de qualidade em gestão e engenharia. São enfocadas as divisões jurídica, fiscal, ambiental, de orçamentos, suprimentos, recursos humanos, marketing e outras extensões essenciais do negócio imobiliário.

 Além de pareceres de especialistas, as matérias descrevem também cases de sucesso vivenciados por empresas de diferentes portes, nichos de atuação e localização geográfica - comprovações vivas de que os caminhos para a melhoria construtiva e organizacional são viáveis. A seguir, os principais fundamentos:

 

* Prospecção de negócios e oportunidades

 * Orçamentação e validação de investimentos

 * Disciplina financeira e fiscal

 * Recrutamento e retenção de profissionais

 * Desenvolvimento de produto

 * Padronização de procedimentos e sistemas de informação

 * Marketing e fortalecimento da marca

 * Responsabilidade socioambiental

 * Seleção e qualificação de fornecedores

 * Competência em suprimentos

 

Fonte: Construção e Mercado